domingo, agosto 12, 2007

Que tipo de pai você é?


por MARLENE HEUSER

Um pai que ama e dá amor. Um pai que dá presentes. Um pai ausente. Um pai que acaricia. Um pai que adota. Um pai que não sabe dos problemas do filho. Um pai que só pensa nos negócios. Um pai que não sabe que é pai. Um pai que não tempo para o filho. Um pai amigo...

Os homens assumem tarefas que antes eram realizadas somente pelas mulheres. E as mulheres que trabalham fora, muitas vezes, deixam os filhos por conta do pai.
Os homens estão mais próximos dos filhos. Abraçam, beijam, dão colo, participam das reuniões escolares, contam histórias, trocam fraldas, levam para a escola e ajudam nos deveres de casa.

Há algumas décadas, o pai só brincava com o filho quando ele começava a andar e, de preferência, todo limpinho e arrumadinho. Raramente trocavam fraldas ou levavam a criança ao pediatra. Hoje os homens cuidam de um filho tão bem quanto a mãe.
O pai está sim, mais participativo. A conjuntura econômica com a entrada da mulher no mercado do trabalho e, a perda do emprego, tem levado, inclusive, alguns casais a trocar de papéis. O homem fica em casa cuidando dos filhos e a mãe, sai para trabalhar. Outros se desdobram para conciliar trabalho e família. Ele batalha para ser reconhecido como alguém que dá amor e não somente o sustento.

Os homens que ficam próximos aos filhos estão sendo surpreendidos por emoções que somente as mães sentiam: angústia, estresse e frustração. Alguns ficam constantemente se questionando se estão sendo bons pais.

Ser pai nos dias atuais, nem sempre, é uma tarefa fácil. Vivemos num momento em que diariamente assistimos barbáries de uma geração sem limites. Jovens completamente perdidos e desorientados, sem noção clara do certo e do errado, sem responsabilidade, sem diálogo com os pais, bebendo além da conta e, sem o calor familiar diário sendo alvos fáceis da violência urbana. Muito se fala e pouco se faz. A sociedade reconhece a situação, a imprensa divulga as cenas exaustivamente e os pais que um dia se uniram pelo casamento com a intenção de educar os filhos parecem alheios a tudo isso, acreditando que a desgraça só acontece na casa ao lado.

Numa época competitiva como a que vivemos, a luta por um lugar no mercado de trabalho tem feito os pais abraçarem o mundo. Trabalham demais para poder oferecer aos filhos uma boa estrutura e um padrão de vida digno. Não é fácil encontrar o ponto de equilíbrio para conciliar a vida profissional, pessoal e familiar. O casal precisa se unir para compartilhar as responsabilidades financeiras, para educar os filhos e suprir as suas necessidades de afeto e de carinho. Nessa correria toda alguém sai perdendo. Perde o próprio casal e estes com os filhos que tanto desejaram ter.

O estresse da vida moderna tem se transformado em uma verdadeira neurose. O tempo é todo cronometrado.
As crianças, por sua vez, têm a agenda lotada. Muitas vezes, os pais esquecem o quanto é importante o investimento de tempo com qualidade.

Tem gente que usa a “falta de tempo” como desculpa. Os bares, cafés, as lojas do shopping e os salões dos cabeleireiros estão cheios de pais que alegam não ter tempo para estar com os filhos.
Muitos pais são omissos na hora de passar informações sobre orientação sexual e boas maneiras. Eles delegam à escola um dever que lhes compete. Este é o perfil de pai que diz o terrível “agora não” quando o filho faz alguma pergunta bem na hora do telejornal.

Ser pai é ser bom sem ser fraco. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo...

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